Ao analisar o discurso de Donald Trump e os possíveis impactos do novo Conselho da Paz, o professor de Relações Internacionais da FGV Vinícius Vieira avaliou que a iniciativa reúne países com peso limitado no cenário global.
Para ele, trata-se de “uma espécie de segunda divisão da política internacional”, formada majoritariamente por potências regionais que não são as mais fortes em seus respectivos contextos.
O especialista citou o Paquistão, destacando que “no Sul da Ásia, a Índia é mais forte”, e a Argentina, que “claramente tem menos força que o Brasil, pelo menos nas últimas décadas”.
Segundo o professor, Trump se apoia em líderes de menor relevância estratégica, já que “pouco ou nenhum europeu de peso” integra o grupo e “tampouco China e Rússia aderiram a esse projeto por hora”, o que limita o alcance e a efetividade internacional do Conselho.
Nesta quinta-feira (22), estiveram presentes no lançamento do conselho, em Davos, representantes do Bahrein, Marrocos, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bulgária, Hungria, Indonésia, Jordânia, Kosovo, Paquistão, Paraguai, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Mongólia.
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