“”Tem madrugadas em que vou dormir e escuto o gatinho e o cachorrinho gritando…” 🐕🐈
A brutalidade contra Orelha, um cão comunitário espancado até a morte na Praia Brava, em Florianópolis, chocou o país. Para a delegada Lisandrea Salvariego, esse não é um episódio isolado.
Enquanto a maioria dos pais dorme, ela está acordada e atenta. A delegada observa, por horas durante a madrugada, jogos, chats e redes sociais onde crianças e adolescentes participam de desafios violentos.
Nas telas monitoradas por Salvariego, sessões de abuso sexual, automutilação e, principalmente, a tortura e assassinato de animais acontecem diariamente, transmitidos ao vivo.
A delegada faz parte do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo. O grupo começou como uma resposta aos ataques a escolas em 2023, ano em que o país registrou 12 casos. Mas a investigação revelou um ecossistema maior.
Ao mapear autores, vítimas e ambientes digitais, a polícia identificou padrões: discurso de ódio, hierarquias internas e um sistema de recompensas baseado em sofrimento.
“É tão revoltante, tão desumano, que não tem como a gente não ir atrás”, desabafa a delegada.
Confira no vídeo.
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