Marcelo Lins e Guga Chacra conversam com Diego Rivera Rivota, pesquisador do Centro de Política Energética Global da Universidade de Columbia, sobre a politização da indústria do petróleo na Venezuela e os desafios técnicos e geopolíticos ligados à exploração do seu petróleo extra pesado.
Na entrevista, Rivota explica as características únicas do petróleo venezuelano — altamente viscoso, com elevado teor de enxofre e exigente em termos de energia e tecnologia para extração e refino. Ele destaca que, apesar das dificuldades, refinarias especialmente na costa do Golfo dos Estados Unidos foram historicamente desenhadas para lidar justamente com esse tipo de petróleo.
O pesquisador também detalha como sanções impostas durante o governo Donald Trump, somadas à má gestão e à corrupção interna, reduziram drasticamente a produção venezuelana. Mesmo com a retomada parcial das compras pelos EUA em 2023, Rivota lembra que manter ou ampliar os níveis atuais de produção exigiria investimentos bilionários — e que, no momento, executivos do setor afirmam que o país ainda não é “investível” sem mudanças profundas no marco regulatório.
Ele também aponta que o cenário global está mais competitivo: países como Guiana, Brasil e Argentina ampliam sua produção enquanto projeções indicam uma estabilização — ou possível queda — na demanda mundial por petróleo nas próximas décadas. Diante desse contexto, Rivota avalia que empresas internacionais terão de decidir se o risco de investir na Venezuela compensa diante dos altos custos, incertezas jurídicas e longos prazos de retorno.
Assista à entrevista completa no canal.
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