O Balaio deste sábado (29) acompanhou os bastidores de uma peça que faz parte da temporada França-Brasil 2025. “Les Indes Galantes”, uma ópera-balé de 1935, está sendo adaptada para os tempos atuais, promovendo um encontro entre música barroca e dança urbana.
A coreografa Bintou Dembélé, uma das pioneiras do hip-hop na França, está por trás da recriação do clássico, criando um diálogo entre tradição e contemporaneidade no palco. “Para mim, há uma questão interessante: como as culturas populares, por meio do que dançam, reinventam e transformam o ambiente de lugares vistos como elitistas e se apropriam desses espaços para contar nossas próprias histórias, nossas histórias e a maneira como fazemos cultura e arte”, afirmou.
Bintou também destaca a perspectiva política do espetáculo: “Num primeiro momento, foi importante para mim contar a narrativa da escravidão francesa. E, vindo para cá, pude me dar conta de como aconteceu o colonialismo, a escravidão no Brasil e o sistema de resistência e resiliência”.
A equipe do espetáculo conta com músicos, dançarinos, cantores e técnicos brasileiros e franceses. Para Andrea Caruso Saturnino, diretora-geral do Teatro Municipal de São Paulo, local que vai receber a adaptação, esse intercâmbio reverbera no público, nas memórias, no teatro: “Constrói um mundo com mais possibilidades de entender o próximo, se aproximar do próximo e, através dessa troca, enxergar um futuro possível e melhor para todo mundo. Acho que a arte tem disso”, afirmou.
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