Durante pronunciamento sobre a guerra no Oriente Médio na terça (3), o presidente Emmanuel Macron posicionou estrategicamente objetos em sua mesa no Palácio do Eliseu para enviar mensagens políticas.
Sobre a mesa, além de soldadinho de brinquedo, pastas e distintivos militares, estava um volume grande e facilmente reconhecível: uma coletânea de obras do poeta chileno Pablo Neruda.
O repórter do InfoMoney Jonathas Costa informa que, segundo analistas, a escolha foi deliberada. Neruda, prêmio Nobel de Literatura em 1971, foi diplomata e senador que denunciou o fascismo e criticou o intervencionismo internacional, especialmente americano.
Durante o discurso, Macron afirmou que os ataques de Israel e EUA ocorreram fora do direito internacional. Para analistas, Neruda sobre a mesa dialoga diretamente com essa posição.
A obra “A Residência na Terra” descreve um mundo fragmentado e violento — leitura considerada surpreendentemente atual. Pelo marcador, o livro já foi quase todo lido.
Esta não é a primeira vez que Macron usa livros como referência visual — estratégia recorrente que constrói imagem de liderança associada à cultura e tradição intelectual.
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