O Brasil vive um paradoxo, conta Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP e diretor do InovaUSP, em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes. O país é um dos maiores consumidores de chips do mundo, mas importa praticamente tudo, ainda que tenha minerais críticos, silício, energia e água para produzir os semicondutores, que seriam rapidamente absorvidos pela demanda da indústria nacional. É nesse contexto que a PocketFab, desenvolvida na Universidade de São Paulo, aparece como um degrau concreto para subir essa escada. Em vez de fábricas centralizadas, caríssimas e politicamente vulneráveis, a proposta é um modelo descentralizado, escalável e democrático. Zuffo lembra que hoje poucas nações controlam as máquinas, as patentes e as regras do jogo, usando embargos e barreiras tecnológicas como armas geopolíticas. A resposta brasileira, segundo ele, não é copiar esse modelo concentrado, mas criar outro: fábricas menores, replicáveis, abertas e sustentáveis, inspiradas no que já acontece em cidades como Tóquio, onde inovação de ponta se espalha em redes locais. Para ele, soberania não é apenas ter matéria-prima: é dominar todo o processo, do começo ao fim, sem depender de ninguém. Dentro dessa perspectiva, a PocketFab não é só uma fábrica de chips, mas o início de uma mudança de paradigma sobre como o Brasil pode disputar tecnologia, soberania e futuro.
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