Cerca de 50% do PIB mundial está diretamente ligado à indústria de microchips, que estão em tudo: celulares, carros, redes, indústria, saúde. Um smartphone simples carrega de 2 a 4 bilhões de transistores. O Brasil até chegou cedo nesse jogo: em 1971, desenvolveu seu primeiro chip, antes de China e Coreia do Sul. O avanço, porém, foi interrompido por crises econômicas, enquanto outros países seguiram acelerando. Hoje, a dependência é total. Mas Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP e um dos principais pesquisadores em computação, hardware e tecnologia do país, quer mudar esse quadro. Em entrevista ao Deu Tilt, podcast do UOL, apresentado por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes, o também diretor do InovaUSP detalha como as micro fábricas de chip podem mudar o quadro. O projeto prevê a construção de plantas flexíveis para produzir semicondutores e atender a indústria nacional. Segundo Zuffo, a própria existência humana depende da tecnologia de chips. Sem semicondutores, enfrentar a pandemia teria sido impossível, pois a criação, teste e produção de vacinas não ocorreria na velocidade necessária, e o número de mortes poderia ter sido muito maior. Mas nesse campo o paradoxo do Brasil é enorme: o país tem abundância de silício, terras raras e materiais críticos para chips, mas importa dezenas de bilhões de dólares em semicondutores por ano. Num cenário de guerra econômica global, é vulnerabilidade estratégica na certa. Diante disso, Zuffo critica ainda que um insumo tão essencial esteja concentrada em poucas empresas. Quando o assunto é chip, a questão não é só a tecnológica, mas a soberania, a economia e o futuro.
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