Diante da opressão de um regime ultraconservador como o do Irã, que tem a execução como método de controle, até mesmo os atos de se vestir, cantar e dançar podem ser uma forma de se rebelar.
Em 2023, no auge dos protestos por mais liberdade para as iranianas, cinco jovens ousaram dançar uma música do rapper nigeriano Rema. A performance com roupas proibidas custou 48 horas na prisão, e depois elas foram obrigadas a pedir desculpas e a usar o véu islâmico.
Apesar da repressão, cada vez mais vídeos estão surgindo nas redes sociais durante a recente onda de contestação. Rappers disparam: “Nossas ideias são nossa bazuca. Se nós morrermos, morreremos livres”.
Outro vídeo mostra uma rua de Teerã lotada com uma banda de rock tocando “Seven Nation Army”, música do White Stripes cuja letra é sobre parar de pensar e começar a lutar. E em mais uma afronta ao regime iraniano, uma jovem mulher canta por liberdade em público.
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